Instfy Docs
/

Comércio Exterior

O Brasil virou um exportador de tonelagem: embarca 65% mais peso que em 2010 recebendo praticamente o mesmo dólar por tonelada. Este setor acompanha corrente de comércio, destinos, portos, ferrovias, frete, cabotagem, armazenagem e regras tarifárias, com foco em quem ganha e quem perde em cada elo.

Tese atual da Instfy

Em 2025 o Brasil exportou 859,8 milhões de toneladas a US$ 405 por tonelada, ante 519,7 milhões a US$ 386 em 2010. Minério de ferro, soja e petróleo bruto ocupam 72% das toneladas e geram 34% do valor, e a China recebe 52,5% do peso exportado pagando 28,7% do valor. Ao mesmo tempo, o custo logístico chegou a 15,5% do PIB, o dobro do americano. Tese Instfy

Nossa leitura é que a logística de granel já é eficiente onde o dono da carga controla trilho e terminal, e esse valor está capturado. O que falta, e onde está o dinheiro da próxima fase, são os fluxos de maior valor por tonelada: eles ainda dependem do caminhão (84,3% do valor-quilômetro do país), de portos com terminais acima de 85% de ocupação e de um regime tarifário americano que mudou quatro vezes em quinze meses. A reforma tributária e o acordo Mercosul-UE mexem no mesmo lugar: localização de estoques, origem e mix exportado.

O estudo completo, com dados primários do Comex Stat, ANTAQ, Conab, IBGE, Banco Central e Banco Mundial processados pela Instfy, está em Mais toneladas, o mesmo dólar por tonelada. Onde a logística brasileira ainda pode capturar valor?.

Indicadores principais

US$ 628,5 bicorrente de comércio de bens em 2025 (saldo de US$ 68,1 bi)[1]
US$ 405/tvalor médio da tonelada exportada em 2025 (cálculo Instfy)[1]
1,403 bi tmovimentadas nos portos em 2025, recorde (+6,1%)[2]
15,5% do PIBcusto logístico estimado em 2025 (R$ 1,96 tri)[3]
45contratos de ferrovias por autorização, com R$ 241 bi previstos[4]
9,6%fatia dos EUA no valor exportado, jan a set/2026 (11,4% em 2025)[1]

Insights do setor

Principais empresas mencionadas

  • Vale (Ponta da Madeira, ferrovias de minério): referência do corredor integrado mina-ferrovia-porto; mostra onde a logística de granel já capturou eficiência.
  • Rumo e VLI: concessionárias ferroviárias que disputam a primeira milha dos grãos; a extensão do trilho em direção à fazenda reduz fretes no Mato Grosso.
  • Hidrovias do Brasil: operadora do terminal de Vila do Conde (PA), parte da rota do Arco Norte que já escoa 37,8% da soja e do milho exportados.
  • Operadores de terminais de contêiner em Santos: elo escasso num porto que concentra 31% do valor exportado do país.
  • LOG Commercial Properties: indicador do mercado de galpões classe A (vacância de 1%, aluguel em alta de 17,8% em 12 meses) e da expansão para o Nordeste.

Temas relacionados

Dados oficiais

  1. [1] Comex Stat: API de dados gerais de exportação e importação. MDIC/SECEX, 2026-09. consultado em 2026-10-06.

Regulação

  1. [2] Desempenho Aquaviário 2025. ANTAQ, 2026-02. consultado em 2026-10-06.
  2. [4] Autorizações ferroviárias. ANTT, 2026. consultado em 2026-10-06.

Mercado

  1. [3] Custo logístico no Brasil atinge 15,5% do PIB. ILOS, 2026-02-13. consultado em 2026-10-06.
Atualizado em 2026-10-07. Encontrou algo desatualizado? Escreva para relationship@instfy.com.