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Data Centers

O Brasil tem cerca de 1 GW de TI instalado e 7 GW pedidos à rede de transmissão, com energia renovável sobrando no Nordeste e margem de conexão esgotada em São Paulo. Acompanhamos onde a capacidade de computação consegue de fato se ligar, quanto ela custa e quem captura o valor.

Tese atual da Instfy

Tese Instfy No Brasil, data centers ainda não transformam energia em infraestrutura digital em escala: transformam acesso à rede em ativo. O país cortou cerca de 20% do potencial eólico e solar em 2025 por falta de rede e, ao mesmo tempo, abriu processo competitivo para alocar 228 MW de margem de carga em São Paulo, disputados por 451 MW.

A Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), em vigor desde dezembro de 2025, tornou esse descasamento visível em números públicos. O incentivo fiscal do Redata (Lei 15.504/2026) ajuda no capex de equipamentos, mas o benefício de PIS/Cofins e IPI só tem efeito até o fim de 2026. O fator decisivo é a tomada, não o tributo.

O valor da próxima fase tende a migrar para quem junta ponto de conexão, energia firme contratada e transmissão, como no campus do Pecém, onde o operador virou sócio dos parques eólicos que o abastecem. Quem só aluga espaço disputa a menor margem da cadeia.

Leia o estudo completo: Sobra energia, falta tomada: quem vai capturar o valor dos data centers no Brasil.

Indicadores principais

1 GWcapacidade de TI instalada no Brasil (1T26)[1]
7,04 GWpedidos de data centers à Rede Básica (38 pedidos, fev/2026)[2]
3,55 GWcarga de data centers prevista pelo ONS para 2030[3]
4.021 MWmedenergia eólica e solar cortada em 2025[4]
R$ 399 biinvestimento acumulado projetado em data centers até 2030[1]
9,6%vacância de colocation em São Paulo (1T26), aluguel de US$ 130-190/kW/mês[5]

Insights do setor

Principais empresas mencionadas

  • Omnia (Pátria Investimentos): operadora do campus do Pecém (CE) para a ByteDance; exemplo do modelo em que o operador é sócio da geração.
  • Casa dos Ventos: fornecedora de energia eólica por 20 anos ao Pecém; caso de gerador que trocou risco de corte por contrato.
  • ByteDance (TikTok): cliente âncora do maior projeto em obra no país, voltado à exportação de serviços.
  • Axia Energia: constrói a transmissão dedicada de R$ 3,6 bilhões no Ceará e firmou memorando com a Elea no Rio.
  • Scala Data Centers: detém portaria para até 5 GW no Rio Grande do Sul; o valor está na conexão reconhecida.
  • Elea Data Centers (I Squared Capital): Rio AI City, com 80 MW em 2026 e meta de 1,5 GW na primeira fase.
  • AWS e Microsoft: principais investimentos de hyperscalers anunciados em São Paulo, onde a rede já raciona conexão.

Temas relacionados

Mercado

  1. [1] Relatório Setorial 2025 (versão resumida). Brasscom, 2026-05. consultado el 2026-10-06.
  2. [4] Agentes têm prejuízo de R$ 6,5 bi por curtailment em 2025, diz estudo. Agência iNFRA, 2026-01-26. consultado el 2026-10-06.
  3. [5] Global Data Center Trends 2026. CBRE, 2026-06-17. consultado el 2026-10-06.

Regulação

  1. [2] ONS formaliza 43 pedidos de acesso; data centers somam 7.040 MW. Agência iNFRA, 2026-02-04. consultado el 2026-10-06.

Dados oficiais

  1. [3] Datacenters devem exigir 3,5 GW em 2030, diz ONS (PEN 2026). Agência iNFRA, 2026-07-07. consultado el 2026-10-06.
Actualizado el 2026-10-07. ¿Encontraste algo desactualizado? Escribe a relationship@instfy.com.