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Serviços financeiros

O Pix transformou o pagamento em infraestrutura pública e já responde por 29% dos pagamentos de varejo, enquanto o crédito ficou mais caro e mais arriscado. Acompanhamos onde a margem do sistema financeiro reaparece depois disso e quem consegue capturá-la.

Tese atual da Instfy

Tese Instfy O Pix não destruiu a margem do sistema financeiro brasileiro, mudou o endereço dela. A receita que existia na transação foi para o balanço: conta principal, float e crédito. No Nubank, 75% do lucro bruto do 2T26 veio de crédito e de float; na Stone, o volume em cartões caiu 3,1% no mesmo trimestre, enquanto o Pix por QR Code cresceu 44,3%.

O spread do crédito subiu em 2025 por causa da inadimplência, que já pesa 36,6% dele, e não por expansão da margem financeira. O caso mais revelador é o consignado privado: a carteira triplicou em 20 meses, para R$ 122 bilhões, mas cobra 56,3% ao ano e já atrasa 10,6%, quase como o crédito pessoal sem garantia.

Entre 2026 e 2030, vence quem combina funding próprio com dado transacional para precificar risco em um ciclo de inadimplência alta. Quem cresceu crédito para compensar a perda da receita de pagamento, sem essa combinação, está entrando no pior momento do ciclo, e em um perímetro regulatório que fechou as arbitragens de capital, de BaaS e de apostas.

Leia o estudo completo: O Pix zerou a margem do pagamento. Quem fica com o lucro agora?.

Indicadores principais

R$ 35,4 trimovimentados via Pix em 2025, em 79,8 bilhões de transações[1]
29%participação do Pix nos pagamentos de varejo no 2S25[2]
R$ 7,40 tricarteira de crédito do sistema em ago/2026 (55,4% do PIB)[3]
5,04%inadimplência total da carteira em ago/2026, ante 3,08% em dez/2024[3]
10,6%inadimplência do consignado privado em ago/2026, com juros de 56,3% ao ano[3]
36,6%peso da inadimplência no spread do crédito em 2025[2]

Insights do setor

Principais empresas mencionadas

  • Banco Central do Brasil: operador do Pix e regulador; desenhou o trilho que retirou a margem do pagamento e, desde 2025, fechou arbitragens de capital, BaaS e apostas.
  • Nubank (Nu Holdings): principal evidência de que a margem migrou para o balanço; 139 milhões de clientes e lucro bruto concentrado em crédito e float.
  • Itaú Unibanco: referência de incumbente rentável que compensa serviços mais fracos com crédito de menor risco.
  • Inter&Co: banco digital com captação barata e cerca de 9% de participação no Pix; usa o Pix como canal de aquisição.
  • StoneCo: caso da credenciadora que vê o cartão encolher dentro da maquininha e cresce crédito ao lojista com inadimplência em alta.
  • PagBank (PagSeguro): credenciadora que se tornou banco; receita de transação estável e receita de banking crescendo.

Temas relacionados

Mercado

  1. [1] Pix movimenta R$ 35 trilhões e bate recorde em 2025, diz BC. Monitor do Mercado, 2026. consultado el 2026-10-06.

Dados oficiais

  1. [2] Relatório de Estabilidade Financeira, maio de 2026. Banco Central do Brasil, 2026-05. consultado el 2026-10-06.
  2. [3] SGS: saldos, taxas e inadimplência da carteira de crédito (séries 20539, 20622, 20744, 21082, 21116). Banco Central do Brasil, 2026-08. consultado el 2026-10-06.
Actualizado el 2026-10-07. ¿Encontraste algo desactualizado? Escribe a relationship@instfy.com.