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Varejo e Consumo

O varejo brasileiro fatura R$ 2,9 trilhões por ano e emprega 7,7 milhões de pessoas, mas vive um paradoxo: a renda das famílias cresce e o valor das varejistas encolhe. Acompanhamos vendas, crédito ao consumidor, plataformas, comércio cross-border e as políticas que redistribuem o consumo.

Tese atual da Instfy

Tese Instfy Entre 2019 e 2025, a massa de renda real do trabalho cresceu 21% e o volume do varejo restrito, 11%. A diferença foi interceptada antes da prateleira por três pedágios: o serviço da dívida das famílias, que chegou a 28,7% da renda, recorde da série; as plataformas que cobram por tráfego, anúncio e crédito; e, até outubro de 2026, as apostas online.

O varejo tradicional perdeu valor porque ficou com a parte da cadeia que exige capital e entrega margem baixa (loja, estoque, parcelamento sem juros financiado a Selic de dois dígitos) e terceirizou as partes rentáveis. Os choques de 2026 (isenção do IR até R$ 5 mil, Novo Desenrola, fim das bets e alíquota zero para importados de até US$ 50) liberam renda, mas parte dela tende a vazar para o cross-border.

O próximo ciclo será capturado por quem controlar crédito com funding barato, tráfego próprio monetizável e categorias de necessidade, como farmácia e alimentação. Leia o estudo completo: O consumo cresceu. O varejo não ficou com ele.

Indicadores principais

R$ 2,92 trireceita líquida do comércio varejista em 2023 (PAC)[1]
+11,4%volume do varejo restrito em 2025 contra 2019[2]
+21,0%massa de renda real do trabalho no mesmo período[3]
28,7%da renda das famílias comprometida com dívida (jul/2026)[4]
27,1 miremessas internacionais recebidas em jul/2026[5]
R$ 235,5 bifaturamento do e-commerce brasileiro em 2025[6]

Insights do setor

Principais empresas mencionadas

  • Magazine Luiza: caso central do varejo que financia o consumidor; despesa financeira equivalente a 81% do EBITDA ajustado no 2T26.
  • Mercado Livre: referência de plataforma que monetiza crédito e anúncios; receita no Brasil cresceu 42% em moeda constante no 2T26.
  • Assaí: atacarejo de necessidade em desalavancagem, contraponto ao varejo financiado.
  • Lojas Renner: opera com caixa líquido e margem alta, mas perdeu valor e cortou o guidance citando cross-border.
  • Americanas, Casas Bahia e Grupo Toky (Tok&Stok e Mobly): ciclo de reestruturação do varejo de duráveis e lojas de departamento.
  • Shein, Temu e AliExpress: plataformas cross-border beneficiadas pela alíquota zero até US$ 50.
  • Walmart e Costco: benchmarks internacionais de receita de mídia e assinatura.

Temas relacionados

Dados oficiais

  1. [1] Pesquisa Anual de Comércio 2023, tabela 1399. IBGE/SIDRA, 2023. consultado el 2026-10-06.
  2. [2] Pesquisa Mensal de Comércio, tabela 8880 (média anual calculada pela Instfy). IBGE/SIDRA, 2025-12. consultado el 2026-10-06.
  3. [3] PNAD Contínua, tabela 6392: massa de rendimento real habitual (média anual calculada pela Instfy). IBGE/SIDRA, 2025-12. consultado el 2026-10-06.
  4. [4] SGS 29034: comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida. Banco Central do Brasil, 2026-07. consultado el 2026-10-06.

Regulação

  1. [5] Relatório de Resultados do Programa Remessa Conforme, julho de 2026. Receita Federal, 2026-07. consultado el 2026-10-06.

Mercado

  1. [6] E-commerce brasileiro cresce 15,3% e fatura R$ 235,5 bilhões em 2025 (ABIACOM). Mundo do Marketing, 2026-02-19. consultado el 2026-10-06.
Actualizado el 2026-10-07. ¿Encontraste algo desactualizado? Escribe a relationship@instfy.com.